Cereja e suas variedades

cereja é um fruto que se pode consumir em fresco ou utilizar na elaboração de tortas, mousses, marmeladas e compotas. Geralmente as cerejas de maior tamanho são as que têm melhor textura e sabor. A cereja é muito apreciada pelas crianças. A facilidade com que se pode separar e cuspir o caroço, torna este fruto bastante divertido.

É possível adquirir cerejas de conserva fora da época de produção. Quando se compram cerejas doces frescas, devem-se eleger as pesadas e as de cor vermelho escuro ou negro. No caso das cerejas ácidas a cor vária entre o vermelho claro ou rosa amarelado. Em ambos os casos o pedúnculo deve estar bem unido à cereja.

As cerejas consomem-se frescas ou utilizam-se como matéria prima na elaboração de outros produtos alimentícios, tais como tortas, mousses, sorvetes, geleias, marmeladas, compotas ou bebidas.

Tipos e variedades de cereja

Existem muitas variedades de cerejas, cada uma delas com características singulares. Existem cerejas grandes, pequenas, vermelhas, alaranjadas, doces e ácidas.

Como acontece na maioria das outras culturas, existem muitas variedades de cerejas e esta diversidade provoca a selecção de variedades mais comerciais para a produção e venda deste fruto.

Em Portugal, existe a cereja da Cova da Beira, com Indicação Geográfica Protegida, que é das variedades regionais De Saco, Napoleão Pé Comprido, Morangão, Espanhola e das variedades Burlat, Big Windsor, Hedelfingen, Sunburste e Summit.

Existem variedades de todos os tipos e para todas as necessidades. Assim, existem variedades com crescimento regular e maior tamanho do fruto, como a variedade Stella, ou variedades que deixam cair menos o fruto quando este está maduro. Também se podem encontrar cerejas de tamanho pequeno como as da variedade Sherry ou a Compact Lambert. Existem variedades locais que se adaptam especialmente bem nas regiões onde são produzidas e que se devem ter em conta na hora de eleger a que se vai cultivar.

Algumas variedades de cereja:

Elegemos a variedade Burlat como referência na descrição das variedades. Os seus valores intermédios, tanto em tamanho do fruto como na cor das folhas, tornam-na ideal.

‘Bigarreau Tardif de Vignola’
Esta variedade é de origem italiana; a árvore é de porte erecto e de grande vigor. O seu fruto é grande e firme ao tacto, adquirindo na maturação uma cor púrpura escura. A sua maturação é tardia e tem a característica dos frutos dificilmente racharem.

‘Burlat’
As folhas desta variedade são serrilhadas, verdes, um pouco compridas e pontiagudas. A cereja tem a pele vermelha escura ou púrpura, um pouco enrugada e é de tamanho médio. A polpa da cereja é de cor vermelho intenso, tem um sabor açucarado é sumarenta e firme. É de maturação precoce. Como é auto-incompatível necessita de um polinizador.

‘Heldenfingen’
As folhas são também serrilhadas, de cor verde mais intenso que a ‘Burlat’ e menos largas na sua base, sendo também pontiagudas. A cereja é negra ou quase negra, ligeiramente alongada e de tamanho médio. A polpa é de cor vermelho intenso e em relação à variedade anterior possui um sabor menos intenso, uma menor quantidade de sumo e uma menor firmeza. A maturação é tardia ou muito tardia e a planta é auto-incompatível.

‘Napoleon’
Folhas serrilhadas, compridas, alongadas, pontiagudas e de cor verde parecida com a variedade Burlat. A cereja tem uma cor característica, mistura entre vermelhão e o amarelo, e o seu tamanho é maior que o das duas variedades anteriores. O fruto tem uma forma alongada e é mais sumarento que o da ‘Heldelfingen’. A época de maturação é tardia e é uma variedade auto-incompatível.

‘Sam’
Folhas serrilhadas, de um verde parecido com o da variedade Burlat mas mais finas na base, são compridas e acabam em ponta pronunciada. A cereja tem a pele negra e o seu tamanho é semelhante ao da variedade Burlat. Tem forma de coração, é mais sumarenta que a ‘Heldelfingen’ e tem um sabor ácido. A época de maturação é média a tardia e é uma variedade auto-incompatível.

‘Schneider’
Originária da Alemanha, esta variedade cresce numa árvore muito vigorosa, apesar do seu porte ser menos erecto que o da variedade anterior, e tem uma boa produtividade. O fruto é grosso mas bastante tenro e é de cor púrpura. Tem uma maturação precoce, mas não tanto como a ‘Burlat’.

‘Stark Ardy Giant’
Teve origem nos Estados Unidos da América. É uma árvore vigorosa e com uma boa produção, que nos oferece um fruto de uma grossura considerável, de cor púrpura escura e de polpa firme. Colhe-se a meio da temporada e tem uma característica importante na hora de eleger a variedade, a sua resistência a rachar.

‘Stella’
Esta variedade é bastante importante pelas características como polinizadoras, utilizando-se para fecundar as outras variedades que são auto-incompatíveis. A cor do fruto varia entre muitas tonalidades, passando pelo laranja, vermelho e até púrpura. A maturação ocorre um pouco mais tarde do que a da ‘Burlat’.

Planta – Árvore da Cereja
As cerejeiras são árvores grandes e normalmente vigorosas, com folhas serrilhadas e pontiagudas. As flores são brancas e os seus frutos (cerejas) pequenos, arredondados e geralmente de cor vermelha. As cerejeiras são árvores grandes e rectas, alcançando até 11 metros de altura. A árvore da cereja ácida é mais pequena e raramente ultrapassa os 5 metros. Em condições óptimas, e em certas regiões, podem alcançar 30 metros.

Flores de cerejeira

Têm um tronco liso, donde surgem os ramos, que são grossos na espécie Prunus avium (cerejeira doce) e delgados em Prunus cerasus (ginjeira ou cerejeira ácida). As folhas na cerejeira doce são compridas, serrilhadas e pendentes, enquanto que na ginjeira são pequenas, serrilhadas e arredondadas. Nas flores também existem diferenças, são maiores (2,5cm de diâmetro) e muito brancas no caso da cerejeira doce e brancas com um diâmetro de 1,75cm na ginjeira. Necessitam de outra espécie de cerejeira para serem fecundadas, uma vez que elas são incapazes de o fazer.
Origem da cereja e Produção
Crê-se que a origem da cereja se deu em algumas zonas da Europa. Países como os Estados Unidos ou a Alemanha são importantes produtores. Por ano, em todo o mundo, produzem-se mais de 2.000.000 toneladas de cerejas.

Não se sabe com exactidão o local de proveniência de tão boa fruta, mas crê-se que a origem da cereja doce deu-se na região compreendida entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, e a da cereja ácida entre os Alpes Suíços e o Mar Adriático. No entanto, encontraram-se textos muito antigos na China onde vem descrito um fruto semelhante à cereja e por isso pode ter sido aí o local de origem deste fruto, e a partir daí os romanos ou os gregos transportaram-no até às nossas terras.

Como podemos constatar pela localização dos maiores produtores, as cerejas são cultivadas tanto em países quentes como em países frios.

A produção mundial de cerejas doces e ácidas superava, em 1990, os 2 milhões de toneladas.

Nem toda a cereja produzida se consome no país de origem, havendo lugar a exportações e a importações de uma certa quantidade da produção. Alguns países, com uma grande produção de cerejas, necessitam de outras variedades diferentes das produzidas nos seus campos para a elaboração de marmeladas, compotas, decoração, etc.

Mês de Colheita da cereja


Portugal: Em termos de calendário de maturação, nas variedades precoces ou medianamente precoces encontram-se a Earlise, Big Burlat e Brooks e nas variedades intermédias a tardias a Summit, Sunburst, Hedelfingen, Maring, Early Van Compact, Van, Arcina e De Saco Cova da Beira. As primeiras produções de cereja, a nível nacional, surgem na zona de Resende, ocorrendo a partir de meados de Abril, com as colheitas das variedades/ecótipos regionais Abrileira e Rabicha ou em simultâneo na Beira Interior, na zona sul da Serra da Gardunha (Alpedrinha e Soalheira), na 1ª semana de Maio, com as variedades mais precoces (Burlat e Earlise). Uma a duas semanas depois efectua-se a colheita em Alfândega da Fé. A campanha termina, simultaneamente em todas as zonas de produção, a meados de Julho, com as variedades mais tardias.

Ginja ou cereja ácida – Prunus cerasus-, também conhecida como amarena, é uma espécie do género Prunus, pertencendo ao subgénero Cerasus – cereja

Restantes paises

As cerejas estão disponíveis nos mercados durante todo o ano. Isto deve-se à ampla rede comercial e às tecnologias de conservação.

Apesar de parecer difícil, a cereja fresca está disponível quase todos os meses do ano. Isto deve-se à existência de diferentes variedades que se cultivam tanto em países de um hemisfério como do outro. Também não podemos esquecer que a tecnologia permite conservar melhor os frutos, sem perdas de qualidade.

Embalagens
As cerejas chegam ao consumidor embaladas em caixas de cartão e cuvetes (para quantidades pequenas).

Folhas e frutos da cereja silvestre

Regulamentos
Todos os frutos devem ser submetidos a certos critérios de qualidade para poderem ser exportados. Tamanho, homogeneidade, doenças ou parasitas, são aspectos a considerar para permitir a venda da cereja a outros países.

As cerejas classificam-se em quatro categorias.

– Categoria Extra
As cerejas classificadas nesta categoria são de qualidade superior. Devem estar bem desenvolvidas e apresentar todas as características e a coloração típicas da variedade. Não podem ter nenhum defeito, excepto alterações superficiais da pele muito ligeiras, que não afectem a qualidade e aspecto geral do produto, nem a sua apresentação na embalagem.

– Categoria I
As cerejas devem ser de boa qualidade. Têm de apresentar as características da variedade. Podem ter um ligeiro defeito de forma ou de desenvolvimento e também de coloração. Não devem ter queimaduras, gretas, pisaduras ou defeitos causados pelo granizo.

– Categoria II
Ficam incluídas nesta categoria as cerejas que não se podem classificar nas outras categorias. As cerejas podem apresentar:
a) Defeitos de forma e de coloração, sempre que se mantenham as características da variedade.
b) Ligeiros defeitos na pele, já cicatrizados, que não afectem o seu aspecto nem a sua conservação.

– Categoria III
Esta categoria compreende as cerejas não classificadas nas categorias superiores. Podem apresentar defeitos cicatrizados na pele, desde que estes não afectem a conservação.

O calibre é o diâmetro máximo da cereja. Os calibres mínimos dentro de cada categoria são:

– Categoria Extra: 20 mm,
– Categoria I e II: 17 mm,
– Categoria III: 15 mm.

Existem algumas tolerâncias para a qualidade e calibre. As tolerâncias de qualidade são de 5% na categoria Extra, de 10% na I e II e de 15% na categoria III. No entanto, para o calibre são permitidas tolerâncias 10% nas categorias Extra, I e II e de 15% na categoria III.

A apresentação das cerejas deve obedecer a algumas características: as cerejas devem ser da mesma espécie, variedade e qualidade e a parte visível da embalagem deve ser representativa do seu interior. A embalagem das cerejas deve garantir a sua conservação. Os materiais utilizados têm de ser novos, limpos e não podem afectar os frutos. Cada embalagem deve especificar o embalador e/ou distribuidor, tipo de produto, nome da variedade, país de origem e denominação nacional, regional ou local. Também deve estar indicada a categoria do fruto.


Problemas pós colheita
Se os processos de conservação ou de embalagem não se realizaram de forma adequada, podem surgir doenças que estragam em pouco tempo os frutos armazenados.

Beneficios da cereja para a saude
Todas as variedades de cerejas proporcionam provitamina A e vitamina C, fibra, potássio e flavonóides. Uma ração de 140 g de cerejas doces fornecem aproximadamente 2% da ingestão diária recomendada de vitamina A e 15% da de vitamina C. As cerejas são pobres em gordura, não contendo gordura saturada, sódio e colesterol, de modo que são um alimento baixo em calorias. A vitamina A é essencial para os olhos, o crescimento, o desenvolvimento dos ossos, a manutenção dos tecidos corporais, a reprodução e o desenvolvimento das funções hormonais e das coenzimas. A vitamina C é um poderoso antioxidante, de modo que pode proteger contra diversos tipos de  cancro, uma vez que intensifica as funções imunológicas. Investigações mostram que o consumo de fibra protege contra um número de transtornos do tubo digestivo, incluindo o  cancro do intestino. Considera-se que os flavonóides, entre outros componentes menores, numa dieta variada podem proteger contra o cancro e outras doenças cardiovasculares. Dietas pobres em sódio reduzem o risco derivado de uma pressão sanguínea alta, cujo desenvolvimento depende de outros factores.

Tradições populares

O consumo diário, durante uma semana, de 250g de cerejas provoca uma diminuição do nível de ácido úrico no sangue. As cerejas ajudam a manter uma pessoa com aspecto jovem, já que actuam sobre os responsáveis pelo envelhecimento da pele, evitando desta forma as rugas. Alguns dos seus nutrimentos são um remédio natural contra as inflamações e a artrite. O seu teor em vitamina C ajuda o sistema imunológico e melhora a actividade intelectual. O teor em cálcio actua contra as doenças dos ossos e ajuda ao crescimento. Por último, o potássio, fornecido pela cereja, melhora o metabolismo celular e o processo de eliminação de líquidos.

 


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